- 20 de fev.
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Na introdução alimentar, o que o bebê come importa. Mas como e quando ele começa a comer também faz toda a diferença.
Ao longo do primeiro ano de vida, o sistema digestivo e a musculatura oral amadurecem gradualmente. Por isso, as texturas dos alimentos precisam evoluir junto com o desenvolvimento do bebê.
Veja como essa progressão acontece.
6 meses: início com texturas macias
Nessa fase, o ideal é oferecer:
Papinhas lisas
Alimentos bem amassados
Sem peneirar
Sem liquidificar
A consistência deve ser macia, mas com textura natural do alimento, para que o bebê comece a explorar novas sensações.
7 a 8 meses: mais espessura e pequenos grumos
Aqui entram:
Papinhas mais espessas
Alimentos amassados com pedaços
Pequenos gruminhos
Esses gruminhos são essenciais para estimular a mastigação e o desenvolvimento da musculatura oral.
9 a 11 meses: pedaços pequenos e macios
Os alimentos já podem ser oferecidos:
Em pedaços pequenos
Com textura macia
Menos amassados
O bebê começa a aprimorar a coordenação motora e a mastigação.
12 meses: alimentação da família
Se a criança estiver saudável, pode iniciar a alimentação com a família.
Os alimentos podem ser:
Mais firmes
Em pedaços
Adaptados, quando necessário
A refeição passa a ser também um momento importante de convivência.
A idade não é o único critério!
Embora os 6 meses sejam a referência, não é apenas a idade que define o momento de iniciar a introdução alimentar.
O mais importante é que o bebê apresente sinais de prontidão, como:
Sustentar o tronco
Ter bom controle de cabeça
Demonstrar interesse pelos alimentos
Perder o reflexo de protrusão da língua
Em bebês prematuros, esse cuidado é ainda maior. É fundamental considerar a idade corrigida e avaliar os sinais de prontidão antes de iniciar a introdução alimentar.
Por que respeitar a progressão das texturas?
Quando essa evolução não acontece no tempo adequado, podem surgir:
Recusa alimentar
Mastigação imatura
Seletividade alimentar
Na dúvida, o acompanhamento com pediatra ou nutricionista é sempre o melhor caminho.
Introdução alimentar não é apenas sobre comida. É sobre desenvolvimento.




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