Respiração oral & crianças: o que você precisa saber

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14 de agosto é marcado pelo Dia de Atenção à Respiração Oral. A data foi criada pela Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia para informar a população sobre este hábito e suas consequências. Respiração Oral é quando a pessoa deixa de respirar pelo nariz e passa a respirar somente pela boca. Muitas vezes, isso ocorre apenas à noite. Mas é preciso estar atento, como informa a fonoaudióloga Raquel Barraza, do Nasce Criança, e especialmente com os pequenos.
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ENTENDA:
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A respiração é uma função fundamental relacionada diretamente ao desenvolvimento das estruturas craniofaciais e órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, céu da boca, bochechas, dentes). Está diretamente relacionada às demais funções como a sucção, deglutição, mastigação, fala e até ao aprendizado e desempenho escolar.
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CARACTERÍSTICAS faciais do respirador oral:
Olheiras
Filtro nasal (espaço entre o nariz e o lábio superior) curto
Lábios entreabertos
Língua baixa e/ ou protruída (para frente)

POSSÍVEIS ALTERAÇÕES em respiradores orais:
Motricidade orofacial: alteração de postura, tônus, mobilidade e função (sucção, deglutição, mastigação, fala)
Voz (pode ter uma voz mais hiponasal devido à obstrução, mesmo que essa tenha sido solucionada)
Audição
Distúrbios de processamento auditivo
Diminuição da oxigenação no organismo
Dificuldades escolares
Prejuízos no desenvolvimento da linguagem e da fala: imprecisão articulatória devido à necessidade de respirar pela mesma via e à alteração de tônus e postura de lábios, língua, bochechas.
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O fonoaudiólogo é um dos profissionais que podem intervir nos casos de respiradores orais. “O objetivo é restabelecer as funções vitais visando o equilíbrio da musculatura orofacial e das suas funções. Fazemos um trabalho de conscientização e propriocepção, adequação da postura corporal – tônus, postura e mobilidade dos órgãos fonoarticulatórios”, explica Raquel.

Quanto mais cedo for detectado o mau hábito e for realizada a intervenção, mais chances de melhora das consequências decorrentes. O tratamento fonoaudiológico se dá de forma individualizada, geralmente semanal, conforme avaliação, com a prática de atividades/exercícios específicos para adequação do padrão respiratório. “É fundamental o trabalho em conjunto com a família para que, sob orientação adequada, o trabalho tenha continuidade em casa”, ressalta a fonoaudióloga.

No vídeo abaixo, a otorrinolaringologista do Nasce Criança, Renata Loss Drummond, explica as consequências da respiração oral na infância e como é feito o diagnóstico para identificar as causas.

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