Janeiro Branco: mães no puerpério precisam cuidar ainda mais da saúde mental

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A chegada do bebê e de suas demandas podem trazer emoções e sentimentos muito contraditórios para as mulheres, pois modifica drasticamente o seu cotidiano e o da família. Nesta fase chamada de PUERPÉRIO, é preciso atenção redobrada com a saúde mental desta nova mãe.

Aproveitamos este JANEIRO BRANCO, mês de conscientização sobre o assunto, para falar sobre saúde mental durante o puerpério. Quem nos orienta é a obstetra Tiane Salum, da Nasce Gestante.

O que é puerpério?

É o período involutivo do ciclo gravídico-puerperal, ou seja, a fase em que o organismo feminino está retornando ao seu funcionamento original, antes da gestação. É também o momento de ajuste para atender às demandas do recém-nascido, com a lactação, por exemplo.

Qual a relação entre puerpério e saúde mental?

Do ponto de vista das emoções, este período costuma ser intenso, mesmo nas gestações planejadas e desejadas. A alegria de conhecer e ter seu bebê pode conviver com sensações de cansaço, medo, raiva, insegurança… Enfim, um turbilhão de emoções costumam tomar conta das mães.
“E está tudo bem! Como, por vezes, idealizamos muito o nascimento dos filhos, estas contradições costumam trazer culpa e sentimento de inadequação”, explica a obstetra Tiane Salum, da Nasce Gestante.

Como identificar?

Muitas mães podem atravessar um período de tristeza, choro fácil, insônia, até mesmo irritabilidade, exaustão ou agitação. Esta alteração costuma ser chamada de “blues” puerperal. Costuma durar cerca de 2 semanas após o parto e ser autolimitada, ou seja, não necessita de tratamento. Porém, quando estes sintomas persistem, o quadro de depressão necessita ser tratado.

Por que é importante cuidar do bem-estar materno

Sabemos há muito tempo que a primeira e provavelmente a mais significativa relação humana é o vínculo e apego estabelecido com sua mãe (ou quem exerça este papel). Costumamos reproduzir ao longo da vida, nas futuras relações, os padrões aprendidos na relação inicial. Então, todos que cercam uma família com um recém-nascido podem oferecer suporte, apoio e cuidados para que este vínculo possa ser o mais potente e equilibrado possível e o bem-estar da mãe receba especial atenção.

O que pode ajudar nesta fase?

O mais importante é o suporte oferecido especialmente pelo parceiro e/ou pela família para enfrentarem juntos os desafios esta mudança tão intensa na rotina de todos.

“Conversar abertamente, identificar as emoções e sentimentos vivenciados e verbaliza-lós é fundamental para a mãe e igualmente para o bebê, pois a melhor forma de cuidarmos de um recém-nascido é fazer todo o possível para que sua mãe esteja bem”, indica Tiane.

A troca de experiência com outras mulheres costuma ser muito saudável e trazer a percepção de que outras mulheres também vivenciam experiências parecidas.

Como encaminhar o tratamento?

Converse abertamente sobre sua saúde mental com seu obstetra. É preciso levar estes sintomas à consulta para que possa ser feito o manejo adequado do que está acontecendo.

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