Fisioterapia pélvica para gestantes: 5 dúvidas comuns

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Talvez você já tenha ouvido falar em FISIOTERAPIA PÉLVICA, mas não tenha compreendido exatamente para que serve, quais suas funções e como exatamente funciona. Hoje trouxemos a fisioterapeuta Keila da Silva, da Nasce Gestante, para esclarecer as principais dúvidas sobre o assunto.

Vale destacar que a gravidez traz muitas alterações no corpo da mulher, que podem repercutir no pós-parto imediato e ao longo da vida. Então, independentemente da via de parto (vaginal ou cesárea), a mulher terá alterações na musculatura do assoalho pélvico em função da influência hormonal e aumento do peso sobre a pelve.

Você sabia que uma em cada três mulheres não consegue contrair sua musculatura do assoalho pélvico? Então siga a leitura para entender a importância deste acompanhamento!

1. Fisioterapia Pélvica: o que é?

É uma área da Fisioterapia que atua na avaliação, prevenção e tratamentos das disfunções da região pélvica, mais especificamente relacionadas aos músculos do assoalho pélvico. A pelve humana é responsável pelas funções urinárias, fecal e sexual humana, além de parte da função obstétrica. Na parte inferior da pelve encontra-se o assoalho pélvico, um conjunto de músculos, ligamentos e fáscias, cuja função é sustentar os órgãos pélvicos (útero, ovários, bexiga, reto), auxiliar na continência urinária e fecal, além da sua importância na função sexual.

2. Quais os benefícios?

O objetivo é promover a funcionalidade dos músculos do assoalho pélvico prevenindo e/ou tratando disfunções relacionadas a essa musculatura como incontinência urinária e anal, prolapso de órgãos pélvicos (“bexiga caída”), flacidez vaginal, dor pélvica crônica, disfunções sexuais (vaginismo, dispareunia , anorgasmia), constipação, retenção urinária, etc.
“No pré-parto e no pós-parto, a Fisioterapia Pélvica prepara o corpo da mulher para as alterações decorrentes da gestação e do parto. Entre os cuidados para com a saúde durante esse período, os exercícios para a musculatura do assoalho pélvico (MAP) são indispensáveis”, ressalta Keila.
Entre os benefícios estão a diminuição do risco de lesão durante o parto e uma recuperação mais rápida e eficiente, além de proteger contra dores na região da coluna lombar e pélvica, uma vez que fazem parte do grupo de músculos estabilizadores da região lombo-pélvica.

Keila Silva em atendimento – Foto: Carine Vignochi
3. Toda gestante deve fazer?

Os exercícios para os músculos do assoalho pélvico são recomendados nos cuidados durante a gestação e no pós-parto, independente da via de parto (vaginal ou cesárea). “Além de prevenir e diminuir os sintomas associados às disfunções e melhorar a percepção perineal, traz benefícios no controle postural e respiração”, explica a profissional.
Durante a gestação, com o aumento progressivo do peso e efeito hormonal, os músculos do assoalho pélvico ficam sobrecarregados e tendem a enfraquecer, visto que auxiliam na sustentação dos órgãos pélvicos e do bebê. Esse enfraquecimento muscular predispõe às disfunções relacionadas a essa musculatura, sendo a perda involuntária de urinária e os prolapsos (queda) de órgãos pélvicos as mais frequentes.

“Além dos cuidados específicos com o assoalho pélvico é recomendável uma preparação global do corpo da mulher em função das alterações posturais inerentes da gestação”, informa Keila. Uma musculatura funcional aliada à boa postura e respiração adequada promove estabilização protegendo contra dores comuns na gestação, principalmente na região lombar e pélvica.

4. É feito só antes do nascimento do bebê ou tem continuidade?

Os músculos do assoalho pélvico são como os demais músculos do nosso corpo: não adianta exercitá-los de forma esporádica. É importante avaliar e treinar preventivamente a musculatura, antes de engravidar, durante a gestação e no pós-parto, mesmo sem a presença de sintomas.
“As disfunções relacionadas aos músculos do assoalho pélvico são mais comuns no período da menopausa e no envelhecimento, sendo que a gestação (em função do aumento de pressão sobre a região pélvica) é um dos fatores”, explica a fisioterapeuta. Assim, prevenir através da manutenção de exercícios específicos para o assoalho pélvico é o melhor cuidado.

5. Como são os exercícios e a frequência de sessões?

A gestante passa por uma avaliação para que possa ser identificada quais as suas necessidades individuais. É preciso identificar a contração e o relaxamento adequado (propriocepção), sem interferência de outros grupos musculares como glúteos, adutores (músculos internos das coxas) ou abdominais. A maior dificuldade é saber qual o músculo contrair e como. Uma em cada três mulheres não consegue contrair sua musculatura do assoalho pélvico.

Músculos funcionais precisam ter força, resistência, explosão (capacidade de contrair e relaxar rápido) e coordenação motora (capacidade de contrair de jeitos diferentes), sendo importante associar o treinamento dos músculos do assoalho pélvico a exercícios posturais, respiratórios e de relaxamento.

“Geralmente com um atendimento por semana obtemos resultado satisfatório”, conclui Keila. Assim, a profissional irá indicar manutenção com exercícios domiciliares e bons hábitos posturais durante as atividades.

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