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Muitos pais acreditam que o aparelho dentário deve ser avaliado após as trocas dentárias na adolescência. Porém, o trabalho com o ortodontista pode começar muito antes disso. Segundo a ortodontista Tatiana Blaya Luz, da Nasce Criança, a idade ideal para começar a frequentar o ortodontista é a partir dos 6 anos de idade, quando iniciam as trocas dentárias. Tatiana nos falou sobre a importância dessa avaliação e quais são alguns dos fatores que devem ser considerados. 

Primeira consulta

Assim como as primeiras consultas com o dentista, esse encontro serve para avaliação e prevenção. O profissional irá observar os sinais de necessidade de intervenção. “Nessa fase, o ortodontista já consegue diagnosticar se vai ter espaço para os dentes, se é o momento adequado de colocar algum aparelho ou não. Ou então vai dizer que tá tudo ok e tem que voltar daqui seis meses para fazer o acompanhamento das trocas dentárias”, a ortodontista explica. Essa consulta deve ser realizada entre 6 e 8 anos de idade.

Além disso, o ortodontista costuma pedir uma avaliação esquelética buscando entender como é a base óssea dessa criança. A partir do raio-X panorâmico, o profissional consegue avaliar a posição e a presença de todos os dentes. “Às vezes pode ter uma agenesia, ou seja falta de algum dente. Podemos prever isso para os pais. Se vamos manter o espaço para colocar um implante no futuro ou fechar o espaço com os dentes que existem. Por isso, é importante mesmo uma consulta em torno dos seis anos”.

Será que meu filho precisa de aparelho?

No diagnóstico, o ortodontista observará diversos fatores que podem levar ao uso do aparelho dentário. Esses indicativos passam desde as características genéticas da criança, como um queixo mais para trás ou para frente, até os hábitos, por exemplo o uso prolongado de mamadeira ou bico. 

“Alguns indicativos de que há necessidade de algum tipo de aparelho são por exemplo quando os dentes de cima são muito para frente, que a gente chama de classe dois, ou quando é visível que tem algum dentinho torto. Também é muito comum em torno de 6 anos, a gente observar a mordida cruzada que é quando o dente de cima estão por dentro dos baixos”, diz Tatiana. 

Os pais se preocupam também com os espaços entre os dentes, conhecidos como diastemas. Mas, segundo a dentista, esses espaços podem ser funcionais durante a troca dentária e fazem parte dessa fase.

Não é muito cedo para colocar aparelho?

Colocar o aparelho dentário na fase de trocas pode ajudar a corrigir problemas futuros. A criança realizará o tratamento que pode evitar a necessidade de usar aparelho durante a adolescência. Nessa fase, podem ser usados aparelhos fixos – com braquetes –, alinhadores invisíveis ou aparelhos móveis. “O ideal é acompanhar entre seis anos e oito anos para ver se há algum problema, se já tem alguma posição instaurada. Havendo a necessidade, colocamos por 1 ou 2 anos e aí depois continua com uma contenção e vai acompanhar a troca dentária. Geralmente tratar a má oclusão no início é muito mais fácil do que depois quando é adolescente”.

Além disso, nessa idade a criança tende a ser ativa e cair com frequência, isso pode fazer com que um dente na posição incorreta quebre com facilidade. Ao arrumar um dentinho que é mais para frente, um trauma mais sério pode ser evitado.

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Nasce Criança
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